
São as pequenas coisas. São elas que nos vão puxando prá frente e fazendo-nos pensar ‘Eh pá, afinal vale a pena!’. É um cão preto à beira da estrada, completamente petrificado, com o olhar pregado no pôr-do-sol (isto foi o que eu pensei, se calhar estava a pensar na vida e nem estava a ver nada). Mas era uma luz muito intensa e branca, a querer saltar das costas das nuvens, é natural que tenha reparado. E depois ouvir uma música nova, que desconhecia por completo, de um jazz muito fresco e bom, a saber a tiramisú, com um refrão giro que dizia ‘dance me to the end of love’. E eu gostei daquilo, queria mais. E dias destes, que correm bem, que fazem sentido, em que tudo parece valer a pena, em que acordo com vontade de aproveitar cada minuto, não importa como, o que importa é ser, estar, sair, ver, sonhar, entrar, abrir, fechar, correr, chegar, existir, sempre, sem parar.
Será que vem aí o calor?
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e continua… sim? gosto:)
obrigado! farei por isso. aqui o que há é, sobretudo, preguiça…