éramos mais que livres e agora somos menos que nada. porque te foste embora. deixaste-me a memória daqueles encontros fortuitos, surpreendentes, as horas em que fugimos (aí deliberadamente) à rotina, à monotonia. sempre fomos da mesma cor, uma cor diferente de toda a gente, que nos une. tu dizias: tu procuras o que não te posso dar. mas davas sempre mais do que previas. eu, amor metafísico e tu, algo mais. mas o que queríamos era prolongar as conversas, os beijos, os abraços. juntos, sentiamo-nos seguros, protegidos. e nada do que viesse nos abalava, nada fazia morrer o que existia entre nós. e o que existia sempre ignorámos, preferindo pensar que não era nada. nada de importante, que exigisse qualquer tipo de diligência. e agora, decidiste que era altura de desistir da (nossa) liberdade e considerar-te (ilusoriamente) livre para outra mulher, (estupidamente) adequada para ti, que (supostamente) te faz (mais) feliz que eu. deste o salto que nunca pensei que desses. e apesar de chorar (de alegria) por ti, por dentro deixas-me com falta de ti, dos teus ideais progressivos na minha boca. das tuas palavras (às vezes falsas) nas nossas mãos, inseparáveis. venho de ti com saudades e ciúmes e vou para ti por amor. serei como tu, para nunca te perder.
(nobody will steal our freedom)
Simplesmente Brilhante…
O discurso, desperta sentimentos estranhos, o sentimento de já ter vivido, algo parecido… O pensar, “queria ser eu…”… Só eu…